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Biografia
Orador sacro, missionário e diplomata. Em 1614, com sete anos, mudou-se com a família
para o Brasil, estudou num Colégio Jesuíta da Bahia e, aos 15 anos, fugiu de casa para
ingressar na Companhia de Jesus. Aos 18 anos, já ensinava Retórica. Desde muito cedo se
teve notícias de seus triunfos como pregador. Destacou-se em 1640, quando os holandeses
cercaram a cidade de Salvador e Vieira exortou os portugueses à luta com o Sermão Pelo
Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as da Holanda.
Com a vitória portuguesa, retornou à Lisboa, em 1641, com a missão de levar a Dom João
IV, a adesão da colônia à Restauração. Conquistou a admiração do rei, que o nomeou
Pregador da Corte e o encarregou de importantes missões diplomáticas no exterior. No
entanto, provocou a ira do Santo Oficio ao recomendar a reabilitação dos cristãos novos e por
sua luta para que o comércio com as colônias ficassem fora dos confiscos inquisitoriais. Após
alguns fracassos diplomáticos, retornou ao Brasil para chefiar as missões jesuíticas,
escapando dos inimigos da Inquisição.
Como Missionário no Maranhão (1653 a 1661), viveu intensa luta política, além de seu
trabalho de catequese. Combateu a escravidão dos índios e criticou os colonos. Conseguiu do
rei, em 1655, em mais uma viagem à Portugal, a Lei da Liberdade dos Índios, mas quando
regressou, foi expulso pelos colonos, junto a outros jesuítas, em 1661.
Novamente em Portugal, fragilizado e sem a proteção de D. João IV (morto em 1656) foi
acusado de heresia, exilado para a cidade do Porto e condenado e preso pela Inquisição em
1665. Condenado a oito anos de prisão, foi anistiado em 1667 quando então seguiu para
Roma, para fugir de mais perseguições e onde conquistou grande sucesso como orador sacro
e foi convidado pela rainha Cristina, da Suécia, que abdicara ao seu trono e convertera-se ao
catolicismo, para ser seu confessor e pregador. O Papa Clemente X livrou-o da perseguição
do Santo Ofício, mas não lhe deu apoio para a criação de sua tão desejada Companhia
Ultramarina Portuguesa. Em 1681, desiludido, resolveu mudar-se definitivamente para o
Brasil e passou a viver em Salvador até sua morte, em 1697.
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