|
Biografia
Romancista, cronista. Fez seus primeiros estudos como interno no Liceu Popular Niteroiense,
prestando, após alguns anos, exames para o Ginásio Nacional. Em 1896, matriculou-se no
Colégio Paula Freitas, freqüentando o curso preparatório à Escola Politécnica, onde ingressou
no ano seguinte. Em 1903, ingressou na Diretoria de Expediente da Secretaria de Guerra,
abandonando o curso de engenharia, passando a sustentar a família, já que seu pai
enlouquecera e sua mãe havia falecido. Em 1914, foi internado pela primeira vez no Hospício
Nacional, por alcoolismo, sendo aposentado através de decreto presidencial. Foi preterido nas
promoções da Secretaria de Guerra por sua participação, como jurado, no julgamento dos
acusados no episódio denominado «Primavera de Sangue» (1910), que condenou os militares
envolvidos no assassinato de uma estudante. Em 1919, esteve pela segunda vez internado no
hospício. Candidatou-se duas vezes a membro da Academia Brasileira de Letras; na primeira
vez, seu pedido não foi considerado; na segunda, não conseguiu ser eleito. Posteriormente
recebeu menção honrosa desta Academia. Fez sua primeira colaboração na imprensa ainda
em 1902. Influenciado pela Revolução Russa, a partir de 1918 passou a militar na imprensa
socialista, publicando no semanário alternativo ABC um manifesto em defesa do comunismo.
Colaborou nos periódicos Correio da Manhã, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Fon-Fon, entre outros. Lançou em 1907, com amigos, a revista Floreal, que teve editados apenas
quatro números.
|