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Biografia
Filho de modesta família, e órfão de pai aos 10 anos, Manuel Antônio de Almeida, viveu uma
infância e adolescência pobre. Estudou desenho na Academia de Belas-artes e ingressou, em
1848, na faculdade de Medicina da Corte. Em 1851, apareceu na imprensa carioca (A Tribuna
Católica), com uma tradução do romance de Luís Friedel, Gondicar ou O Amor de Cristão, e
em revistas do Rio de Janeiro, com as primeiras poesias. No mesmo ano, ele perdeu sua mãe
,responsabilizando-se pela educação dos irmãos; empregou-se no Correio Mercantil e em
1852 começou a publicar, no suplemento dominical («A Pacotilha»), e sob anonimato, os
folhetos do romance que o celebrizaram, Memórias de um Sargento de Milícias. Em 1853, ele
foi promovido para o quinto ano do curso de médico e completou a publicação dos folhetins
das Memórias de um Sargento de Milícias e continuou no Correio Mercantil, a que deu
assídua colaboração. Em 1854, publicou o primeiro volume das Memórias de um sargento de
Milícias, assinado com o pseudônimo «Um brasileiro». No Correio Mercantil fez crítica
literária, na seção «Revista Bibliográfica». Em 1855, continuou sua atividade jornalística e
publicou o segundo volume das Memórias de um Sargento de Milícias e concluiu seu curso
médico. Em 1858, foi administrador da Tipografia Nacional, onde teve como aprendiz de
tipógrafo um modesto jovem, Machado de Assis. Em 1859, foi 2º oficial da Secretaria dos
Negócios da Fazenda. Em 1861, ao viajar para Campos, no vapor Humes, desgraçadamente
morreu, com mais trinta companheiros de viagem, no naufrágio do pequeno vapor, na altura
da Ilha Santana, a duas milhas do litoral.
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