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Agradecemos a Mar García Arenas, que actualmente prepara a sua tese de doutoramento sobre a expulsão dos jesuítas portugueses, as diligências realizadas para a publicação deste artigo.
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No frontispício da tradução espanhola do seu diário figura como Antonio, em vez de Anselmo Eckart.
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O P. Azecedo foi profesor de Retórica em Lisboa e Évora. Enviado a Roma, Bento XIV demonstrou-lhe o major apreço e nomeou-o para fazer parte de numerosas congregações. Pombal obteve de Clemente XIV que saísse daquela cidade e fosse para Veneza, onde residiu até 1792, e depois para Parma e Piacenza, onde morreu a 2 de Abril de 1792. In Nicolás Rodríguez Laso, Diario en el viage de Francia e Italia (1788), edição crítica, introdução e notas de Antonio Astorgano Abajo, em publicação. O P. Luengo escreveu no seu Diário que Manuel de Azevedo havia entregue dois tomos de poesias dedicados a Catarina II e aos príncipes russos, quando estes passaram por Veneza em 1782: in M. Luengo, Diario de la expulsión de los jesuítas de España, t. XVI, p. 110. Este diarista também recopilou diversa correspondência do P. Azevedo com Sebastião José de Carvalho, futuro Marquês de Pombal, com o P. da Encamação e com outros personagens portugueses relevantes no t. XXV da sua Colección de Papeles Varios. Ambas as obras se poden consultar no Arquivo Histórico de Loyola (AHL), Escritos de jesuítas del s. XVIII, estante 5.
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Os padres José Chante e José Ruiz
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Entre outros, J. Cordara, Commentarii de supressione Societatis Jesus, ed. G. Albertutti, Pádua, 1925; J. Caeiro, História da expulsão da Companhia de Jesus da Província de Portugal, Ed. Verbo, 1991; Tadeo Henis, «Diario de esta Guerra de los Guaraníes», in Causa Jesuitica de Portugal, Madrid, 1768, BN de Madrid, R-36778.
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Dona Maria Ana faleceu a 14 de agosto de 1754. Eckart ressalta no seu documento a boa relação existente entre a rainha e o célebre P. Malagrida. Foi este jesuíta quem mostrou ao P. Eckart -enquanto viajavam pelo rio Pará em 1756- algunas das cartas recebidas da soberana.
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Mummenhof, «Murr, C. G. v.», Allgenteine Deutsche Biographie (23), 76-80, Berlim, 1970 e 1980.
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Christoph Gottlieb e Murr, Geschicthe der Jesuiten in Portugal unter Pombal (1787/88), segundo o cita o P. Luengo, António Lopes (cf. nota 9), p. 9, completa o título da obra da seguinte maneira: C. G. von Murr, Journal zur Kunstgeschichte und zur allgemeinen Litteratur, 17 tomos; o diário de Eckart está reflectido no t. VII, pp. 293-320, no VIII, pp. 81-288: no IX, pp. 113-254 e 344-332 sob o titulo R. P. A. E. (R. P. Anselmi Eckart) Historia Persecutionis Societatis Jesu in Lusitania.
9
A. Carayon traduziu o diário de Eckan en Documents inédits concernant la Compagnie de Jésus, IX, I-XXXII, com o título «Les Prisions du Marquis de Pombal ministre de S. M. le Roi du Portugal (1759-1777)», Poitiers, 1865. Também existe outra edição da imensa obra de Carayon (em mais de 20 volumes) impressa em Paris em 1865. A obra de Eckart também se traduziu em francês por Leclercq na sua obra Les Martyrs, recueil des pièces authentiques sur les martyrs depuis les origines jusqu'au XXe siècle, Paris, 1903-1904.
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Uma tradução de Manuel Marinho no seu livro Galeria de Tyrannos, Porto, 1917 e a mais recente, de 1987, prefaciada e coin valiosíssimas notas de rodapé do jesuíta António Lopes, editada em Braga e São Paulo com o título de Memórias de um jesuíta prisioneiro de Pombal; esta segunda tradução parece corresponder quase literalmente à tradução que seguiu o P. Gallardo.